segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Picchi

Fomos conhecer o Picchi na última Restaurant Week (tem que aproveitar, já que o preço não é acessível para mim nos dias normais). Achei excelente.

Como o cardápio inclui entrada, recusamos o couvert, mas acabamos pedindo apenas o biscoito que fazia parte do mesmo. Veio o biscoito, renovado várias vezes, e cobraram couvert de apenas uma pessoa, sendo que estávamos em 6.
Duas amigas não comem frutos do mar. Como a outra opção era massa, e todo mundo vive de dieta, elas optaram por comer do cardápio normal. Ai começou um festival de delicadezas.
O restaurante mandou entradas para ambas, como cortesia. A entrada era à base de peixe, elas devolveram, eles mandaram outra entrada. A minha era bruscetta de bacalhau, maravilhosa.
Vieram os pratos de todos. Agnolotti de carne ao burro e salvia, divino, absolutamente divino. Aliás, cada um adorou o prato escolhido.
Na hora da sobremesa, a opção do almoço parecia mais interessante. Perguntei se poderia trocar, trocaram. As que estavam no cardápio regular também pediram sobremesas, as mesmas não foram cobradas.
É um restaurante da moda, lotado de gente. Poderiam oferecer um serviço apenas honesto, e estariam cumprindo com seu papel. Mas fizeram com que a experiência de visitá-lo fosse altamente prazerosa, nós nos sentimos especiais e ficamos com vontade de repetir a experiência. Várias vezes, se possível...

domingo, 30 de outubro de 2011

Um dia de cada vez

Eu tenho artrite reumatóide desde 2003.  Em 2002 fiz um tratamento para alergia que eu acredito que tenha desregulado meu sistema imunológico e desencadeado a moléstia. Pura especulação.
Com essa doença eu descobri prazer em algumas atividades que antes eram triviais. Por exemplo:
- o prazer de desenroscar a tampa de uma garrafa.  É uma situação que eu vivencio raramente, conseguir abrir uma bebida sozinha, então quando consigo fico orgulhosa de mim mesma.
- o prazer de acordar sem dor. O prazer de acordar com pouca dor. O prazer de conseguir sair da cama, apesar da dor.
- o prazer de poder virar o pescoço na hora de dirigir.
- o prazer de conseguir usar um sapato social.
Também me fez descobrir novos temores: o temor de quebrar coisas na casa dos outros, de cumprimentar dando a mão e sentir como se os dedos estivessem sendo esmagados, de não poder mais fazer coisas que exigem precisão, como desenhar, o temor de não passar no exame da auto-escola, que agora inclui um teste de força das mãos, o temor de chegar a data de tomar o remédio e não ter disponível na farmácia de alto custo, ou do remédio parar de fazer efeito.
Mas, principalmente, a doença me deu a consciência de que existem diversos fatores limitantes que, na verdade, eu não tenho, e a sensação de poder fazer tantas coisas é prazerosa e libertadora.
Poder fazer o que deve ser feito, poder cuidar das pessoas que dependem de mim, poder vencer os desafios e administrar as limitações. De fato, acho que a vida tem sido generosa comigo, e espero sempre ter saúde para retribuir.

sábado, 29 de outubro de 2011

Da horta - manjericão

Já que estamos nos temperos perfumados, tenho que falar do manjericão. Originário da Índia, ainda é até hoje considerado sagrado por alguns povos. Existem mais de 60 variedades, dependendo da cor, tamanho e até concentração de aroma.
Medicinalmente, age sobre  infecções da pele e vias respiratórias, bronquite, cólicas, febres, insônia, problemas digestivos e reumatismo. Também são dele extraídos óleos essenciais, usados em perfumaria e como repelente de insetos.
Mas sua presença é realmente percebida na culinária. Combina perfeitamente com tomate e seus molhos, azeite, limão, carnes vermelhas, massas, pizzas e queijos, sendo o principal ingrediente do pesto italiano.
Deve ser acrescentado ao prato quase pronto, pois suas folhas logo murcham no cozimento.
E para quem quiser testar de perto o sabor, segue um link com várias receitas: http://www.hortaemcasa.com.br/mostraproduto.asp?prod=2EAD5E.
E pode me convidar para provar o resultado, ok?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sobre os que se foram 3 – o retorno

Ainda sobre bons restaurantes que fecharam, o Pasquale vai fazer muita falta.
A comida era boa, mas o inesquecível mesmo era o bufê de antepastos. Não eram quaisquer antepastos, não. Queijos apetitosos, várias preparações de berinjela e abobrinha, aliche em suas mais criativas formas, um bufê realmente caprichado.
Na verdade, até a fila de espera (realmente grande) era boa, já que você podia esperar degustando as entradas. Para mim, que não consigo comer grandes quantidades, já ficava por ai mesmo, apesar de não abrir mão de provar o prato do marido.
Além disso, sempre achei que uma decoração agradável faz parte do prazer do programa, e o Pasquale era numa casa graciosa na rua Amália de Noronha.
Sei que o lugar fechou por que o espaço foi vendido, acho que para construir um prédio. Ao pesquisar na Internet para não escrever bobagem no blog, vi que existe um restaurante chamado Pasquale na Rua Girassol. Espero que seja uma nova unidade da velha casa.
Claro que vou ter que ir para confirmar, e aviso se a visita valer a pena...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Santa gulodice!

Conheço a doceira São Gabriel de longa data. Frequentava as duas, quando duas havia. Hoje, quando tenho cliente no Itaim e chego cedo (e faço força para chegar cedo), sempre passo por lá para conferir a vitrine...
Eu poderia dizer que é tudo bom, mas ainda não provei de tudo. Dos salgados, a empanada e todos os itens com camarão, mais o risoles e o bolinho de carne, e não posso esquecer da coxa creme, que traz uma coxa inteira de frango empanada. E também os petitfours, todos!
Dos doces, o bolo Bariloche (pão de ló bem fininho e suspiro cobertos de chantilly com pedaços generosos de chocolate meio amargo, huuuummm), os pães de mel (bem úmidos e macios, com cobertura de chocolate grosso, como eu gosto), os mil folhas, o doce de banana com creme de ovos (apesar de achar muito doce, mas continua sendo bom), as bombas (especialmente de chocolate e de avelã), e o mais pedido, o sorvete de flocos, com verdadeiros flocos de chocolate. Depois, um cafezinho. Gostaria de dizer que tomo com adoçante, para fazer graça, mas vai com açúcar mesmo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Polpetone

Eu não vou falar bem do polpetone do Jardim de Napoli, por que a minha proposta não é contar para todo mundo o que todo mundo já sabe.
Por isso eu vou falar do polpetone da Cantina Roma, que tem um prato que se chama Papardelle com Polpetone. O papardelle é uma massa larga, como as lâminas da lasanha, que vem entremeado de molho branco e molho vermelho. Veja bem, não é molho rose, os molhos vêm separados.
É acompanhado do polpetone recheado de mussarela. A combinação é perfeita, e eles sabem o ponto certo da massa e da carne. Tem cantina que acha que al dente é mal cozido, e servem macarrão duro. No Roma eles conhecem o termo e sabem como atingi-lo.
Outro prato que sempre adorei pedir lá é o paglia i feno aos quatro queijos, é aquele macarrão bem fininho, e palha e feno por que vem massa verde e branca. Criativo até no nome!
Aliás, a cantina Roma é um lugar que faz parte da minha história. Além da comida ser maravilhosa, tem para mim um componente emocional muito forte, por que era um lugar a que eu ia desde solteira, depois casada, depois com meus filhos pequenos no carrinho e sempre foi um lugar muito gostoso. Lembro de subir aquelas escadas com a sacola, e o marido com o bebê-conforto, e na descida íamos mais leves, apesar de ter comido muito...O maitre era o mesmo, desde sempre, e fazia a maior festa para a gente. Ele viu a relação se solidificando e as crianças chegando e crescendo. Não tem como tirar do coração um lugar assim...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Il Fornaio D’Italia

Quando eu morava no Itaim, passava sempre em frente deste restaurante escondidinho. Então resolvemos conhecê-lo. É um ambiente simples e informal, com cobertura de papel sobre as toalhas de mesa. Não há cardápio, os pratos, em geral duas ou três opções apenas, são descritos à beira da mesa pelo proprietário. A conta é calculada na toalha de papel, não há computador.
Conversamos com o dono sobre o cardápio tão enxuto, e ele explicou que ia diariamente ao mercado e escolhia o que estivesse melhor. Ai preparava o jantar com esses ingredientes de qualidade. Se ele mantivesse uma grande variedade de produtos, precisaria congelá-los, mudando suas características e o sabor. Então não havia como imprimir um cardápio, pois ele não sabia com antecedência o que ia servir.
Quando a comida chegou, entendemos exatamente o que ele queria dizer. Até um talharine ao sugo pode ser uma massa excepcional! O sabor e o frescor tornaram os pratos inesquecíveis. Nem adianta descrever o que pedimos, pois com certeza em outras visitas as opções não serão as mesmas.
Mas dá pra escolher de olhos fechados. O que estiver sendo servido no dia vai ser bom, ponto final.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A comida da minha mãe

Minha mãe não é muito de demonstrações efusivas de afeto . Os abraços dela vêm em forma de almoços semanais aos quais ela dedica grandes esforços e muito tempo para elaborar, comprar e preparar.
Na verdade, acho que assim que acaba um desses almoços ela já começa a imaginar o próximo. Ela escreve uma lista dos pratos, incluindo a salada e a sobremesa, e se baseia nesta para fazer a lista de compras.
Ela telefona para cada filho e cada neto, para confirmar a presença, e fica triste quando alguém não pode ir. Ela busca minha filha no trabalho e paga o táxi para ela voltar, apenas para curtir sua companhia por 40 minutos.
Muitas vezes o cardápio é árabe. O arroz com carne moída preparado no caldo de galinha é um clássico. As sopas à base de coalhada, como chacrie e chusbarak, fazem muito sucesso, assim como a sopa de trigo em grão.
Às vezes ela se embrenha por outras cozinhas, e temos lasanha, ou massas com molhos variados. No Natal, atum à escabeche. Carne assada com batatas, espetos de carne moída, quibe de carne e de peixe, arroz com lentilha, arroz de peixe, risoto de palmito e ovos...É uma lista imensa de delícias, que sempre saem saborosas e vêm bem quentes para a mesa.
Até o tempero da salada exige um trabalho de pesquisa, temos com iogurte, de gorgonzola, com mostarda ou shoio ou molho inglês, engraçado por que na minha casa não fica igual, mesmo que eu tenha a receita.
Os doces são um capítulo à parte. Quando eu era criança e tínhamos que levar algum prato para festas na escola, eu era sempre intimada a levar suspiros, que ela deixa crocantes e puxa-puxa. Servidos com chantilly e morangos são perfeitos. Meu favorito é a bavaroise cor de rosa. Ou serão as cocadas? Quadradinhos de goiabada? Talvez o bolo de chocolate da sogra dela...Posso ficar com todos?
A arrumação da mesa, as flores pela casa, todos os detalhes são pensados para tornar o evento memorável. Sempre falamos que ela deveria ter sido dona de restaurante ou responsável por um hotel, mas na verdade achamos ótimo que ela tenha tempo e disposição para preparar esses momentos deliciosos só para nós.

domingo, 23 de outubro de 2011

Os melhores sabores de São Paulo

Tenho até medo de fazer uma lista, pois sei que várias pessoas vão discordar, e provavelmente vou esquecer de alguns. Assim, se for lembrando de outros, me reservo o direito de postar novamente...rsrsrs. Não há uma ordem, vou listar conforme vou me lembrando. O objetivo é citar um prato saboroso do cardápio, pois quando o local tem uma lista grande de delícias vai merecer um post separado.

- Empadinha de camarão do Barcelona – tinha que ser o primeiro, pois não dá para esquecer aqueles camarões enormes!! Numa empada!! Massa podre, azeitona, e acho que leva ovo cozido também. Da última vez tinha uns 4 camarões na minha!! Nota 10.
- Raviolli Friti do Giardino – é uma entrada, o raviole  verde é recheado de mussarela e frito, como um pequeno pastel. Fica saboroso e diferente. Só não pode esquecer que o queijo solta líquido, a primeira mordida costuma ficar gravada na roupa...
- Tigelinha de bacalhau do Genial – gratinada, com o bacalhau desfiado, é uma entrada que vale pela refeição, em sabor e em volume.
- Macarrons do Marie Madeleine – é o mais leve e saboroso que já provei, especialmente o de ervas e o de champanhe.
- Pão na chapa da padaria Bienal. No ponto certo! O da Villa Bahia também é ótimo.
- Fofo de Belas do Santa Luzia – parece com o sonho, mas é diferente e mais leve.
- Empanada de roquefort do Empanadas Bar – os outros sabores também são ótimos.
Já vi que teremos um post parte 2, São Paulo é muito grande!

sábado, 22 de outubro de 2011

Sobre os que se foram 2 – a revanche

Voltando ao tema de bons restaurantes que fecharam, faz falta o Vira lata.
Ficava em Higienópolis e era um restaurante muito agradável. As mesas ficavam praticamente ao ar livre, cercadas por um belo jardim. Tinha expostas diversas peças de decoração, de vidro, artesanatos, e tudo que havia no restaurante estava à venda, cadeiras, almofadas, jogos americanos, guardanapos, a louça, e eram coisas coloridas e bonitas.
Um dos carros chefes do cardápio era o arroz de puta rica. Segundo a lenda ela recebia os clientes e servia tudo que tivesse sobrado na geladeira, era um arroz misturado e realmente muito saboroso. Dependendo da receita pode levar frango, linguiça, bacon, milho, ervilha, ovo cozido...tudo junto!
O mais interessante da casa era o uso dado aos elementos da nossa culinária regional.
Assim, eram comuns pratos com tapioca, castanha do pará, pupunha e outros produtos típicos.
Para nós foi uma experiência mais envolvente ainda, pois a casa aonde funcionava o restaurante tinha sido de um amigo de infância do meu marido, que a frequentava quando era criança. Cheia de histórias!!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Da horta - alecrim

Quando foi criado o mundo, faltava colocar uma planta. Foram chamados para dar sugestões os mais jovens e arrojados, e a ideia mais interessante seria lançada e faria parte do mundo recém criado. Todos tentaram se superar, criando sabores, formatos e cores exóticos.
Só pode ter sido assim que foram criados os temperos. A variedade é tão grande, que decidi criar uma seção para falar um pouco desses coadjuvantes que muitas vezes superam o ator principal.
Vou começar pelo meu favorito, o perfumado alecrim. O alecrim floresce quase o ano inteiro. É muito usado em perfumaria, obviamente, e também em chás com finalidades medicinais, para fortalecer, curar tosses e febres, como digestivo, para combater cansaço e depressão e inclusive para escurecer cabelos brancos(!). Encontrei na Internet até uma simpatia para atrair a pessoa amada, ou seja, cura corações partidos...
Na culinária, vai bem com quase tudo. Pode temperar peixes, aves e carnes, incluindo de porco, carneiro e cabrito. Deve-se esfregar um ramo na carne para tirar o óleo essencial. Pode aromatizar vinagres e óleos, bastando colocar um ramo inteiro ou macerado dentro do vidro e deixar alguns dias para pegar o sabor, e principalmente o aroma. Combina com massas, em molhos brancos ou vermelhos. Vai bem sobre batatas assadas. Tempera manteigas e patês. Até o mel produzido à base de flores de alecrim é mais saboroso e de alta qualidade.
Minha versão favorita é uma receita altamente controversa:
Pegar uma cabeça inteira de alho, cortar a ponta para expor os dentes, temperar com sal grosso e alecrim, regar com azeite e levar ao forno para assar.
Depois de pronto é só descascar e saborear... e quem não gosta que use máscara!!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Maternidade

Minha filha me mandou o link abaixo
Fiquei tão encantada que estou usando este post para falar sobre o post alheio.
Primeiro pela sensibilidade da minha filha de achar que me interessaria.
Segundo pela foto, tão pertinente quanto atraente.
Terceiro por que concordo com tudo o que foi dito.
E quarto por que é um texto que eu gostaria de ter escrito.
Acho que ser mãe me fez melhor, e melhorou o mundo à minha volta. Me fez entender e perdoar muita coisa.
Obrigada, Bic Muller, por colocar em belas palavras o que sempre esteve em meu coração.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Queijos

Sou louca por queijos!!! É algo que eu posso comer todo dia, toda hora, não me cansa.
E não entendo como um copo de leite pode se transformar numa variedade tão grande de sabores, cores e formas.
Tenho fases. Às vezes, como camembert durante dias, depois passo para o Babybel, e assim por diante. Ou intercalo, queijo minas (prefiro os mais consistentes), emental, gruyere. Minas padrão conheci há pouco tempo, aliás acho que é impossível conhecer todos os tipos de queijo.
Somos uma família de ratos! Uma forma de queijo não dura muito na minha casa. Um pedaço de parmesão é uma entrada apetitosa. Uma fatia de queijo prato enrolada com presunto é um lanche saboroso. Um fondue transforma o jantar em comemoração. E como atualmente não consigo comer a massa da pizza, tenho a desculpa perfeita para raspar todo o queijo derretido que consigo alcançar.
O gorgonzola é um amor à parte. É muito forte para ser comido puro (o que não evita que eu o faça às vezes), mas no molho da salada ou do macarrão é um dos meus favoritos. Só não faço em casa por que o marido não come, e atualmente está muito difícil arrumar marido!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Um amor animal

Hoje eu vou falar de um prazer diferente dos que costumo, o prazer de ter um animal.
Na verdade, a gente não tem um animal, a gente o abriga, e ele retribui nos idolatrando.
Há 4 anos, passeando pela Paulista, entrei numa casa aonde acontecia uma feira de adoção de animais, apenas para dar uma olhada. Na última gaiola estava um grupo de filhotes, todos pretos. Um deles olhou nos meus olhos, e já não havia o que eu pudesse fazer: nós éramos um do outro, irremediavelmente.
Claro que ele cresceu muito mais do que eu gostaria, claro que ele comeu todos os meus móveis, e como alcança a mesa, rouba comida de nossos pratos e todas as outras travessuras que os tornam tão encantadores e enlouquecedores. Mas quando chego perto dele e vejo seu rabo abanando furiosamente, sinto uma onda quente de ternura e carinho.
Eu faço compras em uma papelaria, cujos donos têm uma cadela de nome Preta, de pelos longos, que fica solta pela loja, ou no estacionamento, que é uma área bem grande, e é muito dócil e inteligente; todos os clientes a acariciam, e no Natal ela usa um gorro vermelho, é um encanto.
Estive na papelaria e reparei que a Preta não estava. Quando fui pegar meu carro no estacionamento, eu a vi presa por um cabo de nailon num cantinho, deitada tristemente. Cheguei perto conversando com ela, comecei a acariciá-la e reparei que ela estava enrolada no cabo, que estava bem esticado. Levantei suas patas e desenrosquei, ainda conversando e fazendo carinho.
Ao sair, vi o dono na porta e perguntei por que a Preta estava presa, ao que ele respondeu:
- Não é a Preta, é um cachorro muito bravo da vizinhança que o dono prende para poder levar os outros para passear. Ainda bem que você não chegou perto, é um cachorro feroz.
Acho que não, acho mesmo que ele é carente. Ainda bem que tive o privilégio de poder levar um pingo de carinho para sua vida.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ruella

Há muitos anos, comemoramos o aniversário do meu marido no Ruella do Itaim. Só lembro que era um lugar bonito com comida gostosa. Recentemente fui conhecer o Ruella de Pinheiros.
O lugar é muito charmoso, a entrada parecendo uma praça. O serviço é atencioso e rápido, mas sem apressar o cliente.
Mas o ponto alto é realmente a comida. O couvert tinha pães caseiros, um dos quais com frutas secas, e azeite para molhar. Pedi um tartar de salmão, que veio temperado com limão siciliano e dill. Difícil descrever um sabor, mas realmente estava memorável!
A consistência e a combinação dos temperos deixaram o prato leve, e havia uma suave crocância no fundo que o tornou ainda mais interessante.
O vinho escolhido, um merlot argentino, combinou à perfeição, e acabei provando a sobremesa pavlova, com suspiros, chantilly e frutas vermelhas, para uma finalização em alto estilo.
A única queixa dos presentes foi que o café não vem acompanhado de um docinho. Fácil de resolver, não é?

domingo, 16 de outubro de 2011

A língua da minha sogra

Hoje, em que ela nos falta há 8 dias, quero deixar esta homenagem por todos os bons momentos, saborosos ou não, que tivemos em sua casa.
Minha sogra era uma pessoa absolutamente habilidosa. Ela sabia fazer velas, tricot, sabonetes, lingerie, ovos de chocolate, moleton, e o que mais aparecesse ela estava disposta a aprender. Até minhocultura!
Mas era na cozinha que ela revelava seu maior talento.
De todas as delícias que comi em sua casa, a língua em molho vermelho é de longe a melhor. Não só pelo sabor, mas pelo efeito que causava. Metade da família amava, a ponto de beliscar por não conseguir esperar pelo prato pronto, e para a outra metade havia frango à parmegiana.
Ela sabia fazer pão caseiro, mesmo antes de ter uma máquina de pão. Nesses dias, havia maionese caseira, à qual ela misturava cebola ou alho, deixando um tempero suave e marcante, ou patê de fígado, assado na forma de bolo e misturado com manteiga. Era meu lanche favorito, sem contar que o pão vinha quente para a mesa.
À noite, pizza. Ela preparava a massa e cobria com os ingredientes favoritos de cada um. Para nós, presunto, queijo e outros. Para as mulheres da casa, requeijão com pêssego em calda. Agradava a todos, cada um a seu modo...
O cuscus, o suflê, o peru, a farofa, todos os países e costumes passavam por seu fogão. Os vários bolos quentes no lanche, e o bolo suíço, cuja receita eu sempre quis, mas ela dizia que não sabia passar receitas, ia misturando os ingredientes como lhe parecia melhor. E realmente nunca a vi usando cadernos ou livros na cozinha. Era um dom, não precisava de roteiro.
E mesmo que eu tivesse as receitas, já sei que os pratos não ficariam iguais aos dela, pois eram pratos que continham a infância de meu marido, o aconchego da casa materna, e outros ingredientes que não se pode comprar.
Saudades dos almoços de domingo...

sábado, 15 de outubro de 2011

PAO

A PAO (Padaria Artesanal Orgânica), como o nome já diz, faz pães artesanais. Eles têm sanduíches deliciosos, todos com ingredientes nobres, como queijo de cabra ou brie, e presunto cru.
Outro dia almocei um cake aux olives, que é um bolo de azeitonas com vinho branco, que vem à mesa grelhado (quentinho e crocante!) e coberto com azeite extra virgem. É maravilhoso, vale uma visita.


Inclusive, eles vendem azeites artesanais, que não são filtrados, vêm com a borra da azeitona no fundo, o que confere um sabor e uma consistência diferentes ao azeite.
Para acompanhar, suco de uvas brancas. Dilícia!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Larissa

Minha filha tem dons de mestre-cuca. É inata nela a capacidade de perceber combinações saborosas e exóticas. Ela nunca segue exatamente uma receita, muda ingredientes e quantidades e sempre obtém resultados deliciosos. Outro dia, em uma mesma receita ela usou salsa, tomilho, estragão, alecrim... Ficou fantástico!
Fez um cheesecake de goiaba há algum tempo que ficou maravilhoso, e é boa em doces e em salgados. É boa também em colocar o irmão para trabalhar, o Bruno já fez até bolo de mandioca com queijo sob as ordens e orientações dela.
Uma vez ela resolveu preparar uma refeição para a família do pai, e fez peixe com molho de tahine, cebola e nozes. É uma especialidade da culinária árabe que é leve e perfumada, e ela arrumou nos pratos de forma primorosa, ficando com uma aparência bonita. Além de bem preparado, a escolha do prato também foi muito feliz.
Eu sempre achei que cozinhar é um ato de amor. A Larissa, por ser muito carinhosa, demonstra seu afeto de várias formas, e uma delas é gostar de preparar refeições para os outros.Não dá pra descrever o prazer que isso traz a todos que convivem com ela, mas percebo que a turma está engordando...Mostra o dedinho, Elias, mostra!
Como parece que ninguém entendeu a foto, segue a legenda: à esquerda, Maria (Larissa) sofrendo. à direita, João (Elias) mostrando o dedinho, no meio, a bruxa (eu?) olhando para ver se João já estava gordinho para ir para o forno! Vocês conhecem a história, certo?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Seraphini

O Seraphini é um restaurante com várias qualidades. A localização é privilegiada (para mim, que estou sempre pelo bairro), a decoração é linda, o bar é confortável e o terraço é envidraçado, dando a sensação de estar fora da cidade. E tem um dos pratos mais saborosos que já comi, o bavetti al nero di seppia.
É uma massa larga, como o talharim, que é preparada com a tinta da lula (seppia em italiano), ficando portanto negra!
Vem com molho de tomates, alcaparrones e frutos do mar. Mas não são camarõezinhos 7 barbas, não. São frutos do mar DE VERDADE. Como eu adoro, passou a ser minha opção número 1 no Seraphini.
Claro que há vários outros pratos saborosíssimos, como o agnolotti recheado com queijo de cabra ao molho de tomate e ervas, que minha filha pediu e eu compartilhei.
Mas quem já provou o bavetti é fiel. Estou para provar a paleta de cordeiro, e se fizer jus à propaganda, talvez eu passe a alternar os pedidos. Mas por enquanto, as lulas estão ganhando a corrida...

Lamento ter que adicionar a informação de que este restaurante também já fechou... Muito triste!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Amigas de infância

Fui uma adolescente muito tímida, sempre tive apenas uma amiga por vez. Assim, fico deliciada com as reuniões de nossa turma de colégio, onde todas se tratam com enorme carinho.
Fomos nos reencontrando no correr dos anos, marcando reuniões tri ou bimestrais, até que a turma foi crescendo, com o Facebook permitindo a localização até das que moravam fora. Já participaram dos encontros colegas que moram em Campinas e até na Itália, e a frequência passou a ser mensal ou quinzenal.
Apesar dos encontros sempre envolverem comida, esse é o menor dos prazeres. Para mim, a sensação  de fazer parte de um grupo, compartilhar lembranças, dividir um passado, é o grande sabor dessas reuniões.  Quando chega uma nova colega ao grupo, é fascinante olhar uma mulher adulta e enxergar uma menina de saia curta. Inclusive a energia e a alegria de algumas não mudou.

Dois momentos desses encontros que me marcaram especialmente foram quando a Bia disse que admirava o fato de eu não ligar para o que os outros pensavam (pensei que todas me achassem esquisita por isso - pelo jeito nem todas...) e quando faltei a dois encontros seguidos e recebi vários emails acusando a minha falta. Achei que nem tinham percebido...rsrsrs
Obrigada, meninas, por toda a oxitocina que vocês trouxeram à minha vida!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brigadeiros by Cousin's

Os pais de um amigo do meu filho abriram essa brigaderia em Perdizes. Dizer que é bom é redundância, estou para conhecer alguém que consiga fazer brigadeiros ruins.
O que me enche de admiração é o capricho, o cuidado dispendido.
O lugar é lindo, decorado em tons pastéis. Há pequenos objetos de decoração primorosos. A cozinha é de vidro, permitindo ver a total assepsia e as coberturas expostas em belos vidros. As caixas para presente valorizam ainda mais o conteúdo.
Quanto aos brigadeiros...São vários sabores, incluindo alguns que, pasmem, não levam chocolate. A consistência é perfeita, macios e cremosos na medida exata.
Os brigadeiros de colher vêm em potes de vidro que eles lavam e você leva após comer, o pote e a colher. Uma graça.
Aos domingos eles servem croisants e macarrons recheados de brigadeiro. Ainda não provei, mas consigo imaginar.
Se houvesse uma lei que só desse direito a um brigadeiro por pessoa, o meu seria o de chocolate suíço com champanhe. Sendo só um, tentaria conseguir levar meia hora degustando, meia hora de puro deleite.
Ainda bem que os legisladores têm mais o que fazer do que legislar contra o prazer, não é?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Bibi bate um bolão

Quero falar sobre minha amiga Bibi.
A Bibi é médica e tem dois filhos, ou seja, é uma pessoa muito ativa e ocupada.
Mesmo assim, ela faz suas compras no mercado central e na feira, e quando chega em casa abre os maracujás e coloca a polpa em formas para congelar, corta as costelinhas pelos ossos com uma tesoura própria, lava os melões no tanque com anti-bactericida...já estou cansada só de falar!
O grande hobby da Bibi é a cozinha. Quando ela viaja, traz apetrechos, azeites e ingredientes. Quando ela faz tortas, não usa aquela forma grande que a gente usa. Ela faz tortinhas individuais, cada uma de um sabor, e monta uma bandeja colorida para servi-las. Quando faz aperitivos, assa pães e prepara pastas, incluindo as árabes, que ela faz muito bem. E como é rápida, em minutos ela faz suas mágicas culinárias!



Uma vez, comi na casa dela uma paella sensacional. A panela (que acho que também chama paella) era para umas 20 pessoas!! Ela foi preparando a comida na hora, e por cima colocou uns camarões ENORMES! Estava dos deuses, mereceu até foto no Facebook.
A última da Bibi é fazer macarrons. Ainda não provei, mas pelo histórico sei que vou gostar.
Bibi, quando eu crescer quero ser como você. Dá-lhe, garota!

domingo, 9 de outubro de 2011

Kukla

Passando pela Alameda Itu, não pude deixar de admirar uma pequena loja pintada de roxo, com o atraente “Kukla Cookies, Coffees & Cakes” impresso na parede. Tive que entrar.
E ai começou uma viagem aos prazeres do forno.
Iniciando pelos cookies, o de amêndoas é sensacional, amanteigado e saboroso.
O mais criativo, para mim, é o de limão siciliano, rodeado por lascas de pistache. É um contraste de sabores que combina à perfeição.
Coffee não vou citar, pois gosto mas ainda não provei algum que mereça um post. Aliás, retifico, o com cardamomo da minha cunhada até mereceria, mas é maldade elogiar algo que vocês não vão poder provar...
E chegamos aos cakes...
Sem querer me repetir, o de limão...ai, o de limão. Da última vez, tinha acabado de descer da cozinha, estava morno!! A consistência era perfeita, e ele vem polvilhado de açúcar. Não vou colocar adjetivos, pois não vão fazer jus ao sabor. Tem que provar!

O mais bonito de todos é o de mel. Ele é assado numa forma que separa cada porção em hexágonos (desculpem, sou matemática de formação), no alto do qual tem uma abelha ou um favo em relevo. Esse bolo embalado em caixa transparente e enfeitada é um presente lindo, criativo e saboroso.
Daí tem uma lista de delícias criadas pela chef Luisa Lorch, muffins de chocolate com banana, cookies com gotas, bolo de chocolate belga, cookie de chocolate com pimenta (parece estranho, ainda mais para mim, que não gosto de pimenta, mas é surpreendentemente bom), muffins e bolos com vários tipos de berries...
Sem falar nas meninas, especialmente a Vânia, que atendem de forma hospitaleira e delicada. É o máximo!
Luisa pra presidente!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sobre os que se foram

Não consigo entender o fechamento de bons restaurantes. Não basta ter boa comida e ambiente agradável? O que faz um lugar fechar depois de vários anos na lida?
Tenho que prantear o Santa Madalena. Após dez anos, a chef Lucia Sequerra fechou seu fantástico restaurante no final do ano passado.
Conheci a Lucia através de meu irmão gourmet, que descobre alguns lugares deliciosos. Aliás, o Santa Madalena foi palco de alguns eventos pitorescos, incluindo uma vez em que era necessário alguém com visto válido para ir aos Estados Unidos no dia seguinte levar peças para uma indústria, e calhou que havia uma pessoa assim na nossa mesa... Jantar com viagem de brinde não é para qualquer um!! 
Além da comida ser de primeira, a Lucia e o marido são pessoas hospitaleiras, que fazem você se sentir bem-vindo. Ele pilotava o toca-discos (de vinil) com maestria, para fazer uma dupla de sucesso.
Estive lá uma vez no dia dos namorados. Ela bolou um menu afrodisíaco, que incluía sopa de ovos de codorna e vários pratos diferentes, com sabores exóticos e decorados de forma graciosa.
Agora eles abrem o espaço apenas para eventos. Pena, há menos namoro no ar desde então...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Chocolate

Precisava compartilhar essa foto!



Está pregada na parede do banheiro da excelente Chocolateria Duetto, e deveria se chamar T.P.M.!
Aliás, chocolate merecia ter um blog só para ele. É um daqueles poucos itens unânimes, não conheço ninguém que não goste.
Fui recentemente a Porto Alegre atender um cliente, e na hora do almoço os dois sócios do escritório me levaram para almoçar. Era sistema de bufê, e incluía sobremesas.
Procurei pegar um pedaço de cada um dos doces disponíveis, nem que fosse para provar.
Ao voltar para a mesa, observei que nenhum dos dois se serviu de sobremesa, e ambos comentaram que não comiam doces praticamente nunca.
Comentei que não agüentaria, gosto muito de doces, e completei:
- Inclusive sempre tenho algum tipo de chocolate na bolsa.
Ao que ambos responderam que chocolate eles comiam todo dia, COMO ASSIM??!?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Japonês de primeira

Voltando ao jantar que originou este blog, foi no restaurante Manihi.
O Manihi, antigo Taj, abriu não faz muito tempo, e acertou a mão desde o começo. Como eu amo comida japonesa, e ele fica perto da minha casa, assim que pude fui conhecer, pois, além de tudo, é todo de vidro e mesmo de fora dá pra ver que a decoração é muito bonita.
A alga dos temakis e sushis é a mais fresca e crocante que eu já provei. O tempero do tepan de frutos do mar é delicioso, até o cheiro me faz salivar. O hot roll é muito saboroso, e chega quente à mesa, ao contrário do que costuma acontecer nos outros japoneses que frequento. Os sushis são criativos, tem um que leva doritos em cima! O ceviche... estou com falta de sinônimos para “delicioso”, se alguém tiver mais algum, me avise!
Na sexta eles serviram um sushi de salmão temperado ou marinado, não sei, com limão em cima, estava sensacional. Quando pedi para repetir, descobri que não podia, pois tinha sido uma cortesia, não fazia parte do rodízio. Pena mesmo, acho que devia entrar para a lista regular. Estou pensando em fazer um abaixo-assinado...
Além de tudo, os garçons são atenciosos e eficientes. Juro que não levo comissão, só acho que o que é bom tem que ser elogiado!!!!
Voto no Manihi para melhor japonês de São Paulo!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dieta?

Acontece que eu fiz a cirurgia bariátrica, ou seja, tirei um pedaço do estômago.
Gerou várias conseqüências, algumas óbvias, outras nem tanto:
- Perdi 60 quilos em um ano (valeu, dr. Afonso Sallet!)
- Parei de comprar em lojas especiais, posso procurar camisetas nas bancas de R$ 10,00 sem susto (eeeeeba!!!)
- Todos os meus indicadores de saúde melhoraram
- Preciso mastigar várias vezes antes de engolir, comendo bem lentamente e em pequenas porções de cada vez. Assim, acabo comendo várias vezes por dia, e se possível como durante o dia todo.
Com isso, passei a prestar muito mais atenção ao que como:
- Só ponho na boca o que gosto
- Não tenho pena de não comer tudo. Se der, levo pra viagem. Se não, jogo fora sem dó. Sem querer cair no lugar comum, não sou lixeira...
Assim, aquela função biológica de se alimentar para sobreviver acabou se transformando em uma experiência muito prazerosa. Hoje posso dizer que usufruo do que como, e não preciso de uma grande quantidade para gerar este prazer. Até mesmo escrever sobre comida pode ser uma forma de ficar satisfeita!
Sabe qual foi a melhor parte? Acredite se quiser, confirmei que a minha família já gostava de mim do jeito que eu era antes...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lagosta Mediterrânea

Em setembro tivemos a 9ª edição da Restaurant Week em São Paulo. O restaurante La Marie, do chef Edson Di Fonzo, participou novamente oferecendo uma opção de prato com lagosta. É sempre uma experiência apaixonante...
Em baixo, uma cama de purê de batatas saboroso, e por cima generosos pedaços de lagosta grelhada, de consistência firme, levemente perfumados por ervas, mas sem perder o sabor característico. Em volta, pedaços de aspargos verdes, tomatinhos cereja e fundos de alcachofra, passados na manteiga, com tempero suave e cozimento perfeito. É uma combinação que alia ao sabor delicado a beleza do colorido do prato. Fios de azeite e ramos de ervas completam a arrumação impecável. Saboreei o prato em duas ocasiões, e se a semana se estendesse, certamente iria novamente...
Parabéns, Edson, você é MUITO bom no que faz.

domingo, 2 de outubro de 2011

Nasceu!

Saí para jantar com uma amiga na sexta-feira e, num certo momento, tão grande era o prazer com que eu falava de restaurantes e refeições, que ela me disse:
- Você deveria escrever um blog sobre comida.
Pensei o final de semana inteiro nessa ideia, e acabei achando que voltar a escrever seria uma coisa muito agradável para mim. Sempre gostei de escrever, mas estou muda há muito tempo, por falta de tempo, por excesso de trabalho, por... tudo.
Na hora de escolher o nome da criança, após experimentar vários endereços que já estavam em uso, cheguei a prazeres e afazeres, pensando em escrever não apenas sobre comida, mas sobre coisas de que gosto em geral, e também sobre trabalho, já que é a maior parte do meu dia, e vai acabar entrando de algum jeito no texto.
Assim, aqui estou, e espero poder dar dicas interessantes e compartilhar experiências saborosas.
Obrigada, Adriana, pela ideia, além de todas as outras coisas agradáveis que devo a você.
Beijão!