sábado, 28 de abril de 2012

Uma escola melhor

Dou aula de matemática para filha de amigos. Ela está no nono ano (último do ginásio, para os leigos...).
Na última aula, estudando senos e cossenos, ela me perguntou para quê usaria isso na vida. Enquanto eu pensava em uma boa resposta, ela me perguntou para quê EU usava isso. Essa é fácil, uso para dar aulas para ela...
Então ela comentou que achava que na escola devia ser ensinado a se comportar em grupo, como se faz a declaração de imposto de renda e o que faz e como se escolhe um bom governador.
Fazia tempo que eu não ouvia um comentário tão inteligente e tão pertinente, e isso me fez pensar sobre a escola e a educação. Ainda se ensinam as mesmas coisas que eram ensinadas quando eu estudei, apesar do mundo ter sofrido mudanças radicais nesse período. A informática é usada de forma precária, os conteúdos não acompanharam a evolução das pessoas e as técnicas de ensino e de avaliação são ultrapassadas.
A escola não acompanhou as mudanças na estrutura familiar e nem a velocidade e a acessibilidade da informação.
As crianças continuam não gostando do local no qual passam metade de seu dia, e têm que chegar em casa e fazer tarefas que não lhes trazem prazer, e nas quais nunca mais pensarão na vida adulta. Deve haver alguma coisa muito errada...
E pensei também que é verdade que quem dá aulas sempre aprende enquanto ensina.
Minha aluna, que já me encantava pela enorme doçura, pela educação esmerada, pela delicadeza e pela perspicácia, me mostrou seu bom-senso e praticidade, com a inteligência e a originalidade da ideia.
Valeu, Lulu, mandou bem!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Bolo de Chocolate

Minha amiga Célia pediu no Facebook uma receita de bolo de chocolate. Não posso deixar de compartilhar essa maravilhosa receita da minha avó Leila (a avó do biscoito de nata era a Leonor, ambas exímias cozinheiras).
O truque desse bolo é a cobertura. Na verdade, eu não faço recheado, só coberto. Como a mistura ferve por 10 minutos, a cobertura endurece em cima do bolo. Às vezes, é preciso volta-la ao fogo para terminar de cobrir o bolo, pois ela endurece muito rápido, desde que se bata até o ponto certo. Se usar sem bater o suficiente fica uma cobertura normal de chocolate, o que também não é nada mal...
A graça fica por conta da medida do chocolate em pó, 56 gramas! Eu uso aquele do Frade, mas meio no chute. Não sei bem qual tipo de medidor minha avó usava, pois não cheguei a conhece-la. Mas devia ser bem preciso!
Quem se arriscar a fazer me conte depois o que achou.

BOLO


1 xícara de manteiga
2 xícaras de açucar
3 gemas
½ xícara de leite
2 xícaras de farinha de trigo
2 ½ colheres de chá de fermento Royal
3 claras
56 g. de chocolate amargo
½ colher de chá de baunilha

Bater a manteiga, juntar o açucar aos poucos e as gemas batidas. Junte a farinha e o fermento alternadamente com o leite. Depois as claras em neve e o chocolate derretido em ½ xícara de água fervida com a baunilha. Untar a bandeja com manteiga e polvilhar com farinha. Assar em forno brando.

RECHEIO E COBERTURA

2 colheres de chá de manteiga
1 xícara de açucar
1 xícara de leite
1 tablete de chocolate amargo
½ colher de chá de baunilha

Coloque a manteiga numa panela e quando derreter juntar o açucar e o leite. Deixe ferver por 10 minutos, junte o chocolate e deixe mais 5 minutos mexendo sempre. Tire da panela, junte a baunilha e bata até ficar quase fria e quase endurecendo.

ENJOY!