quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Churrasco de Primeira

Fizemos ontem um churrasco pelo aniversário da minha filha, e quero compartilhar essa experiência.
Após procurar bastante, encontrei pela Internet a empresa Espeto Mania. Optei pela mesma por que o valor era justo e as referências eram boas, mas fiquei com medo por não ter provado o produto. Então o Fernando, que me atendeu, desafiou:
- Se a carne não for boa você não precisa pagar!
Ok, let’s try!
O churrasqueiro, Tom, chegou no horário marcado, protegeu a grama para montar a churrasqueira, conferiu o produto comigo e começou a trabalhar. Atendeu com eficiência e educação o tempo todo, atento ao jeito que cada um queria a carne, sem deixar sobrar e nem esvaziar os pratos, lavando tudo o que usava e deixando o local impecável. A carne estava saborosíssima, e ele assou no ponto que eu gosto. O tempero era uma delícia. No final, desmontou o local e deixou como se nunca tivesse passado por lá. Recomendo, com certeza!!
Quanto à festa, só tinha gente bonita e alegre, comeram e beberam sem dar vexame, foram na piscina, e o dia estava lindo. Brincaram com os cachorros e com as pessoas. São amigos queridos, que a gente conhece desde pequenos, e que já fazem parte da família.
No final, quando as meninas já estavam vestidas e maquiadas, jogaram todos na água.
Ou seja, foi uma FESTA!!!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sobre rótulos


Fico pensando sobre os rótulos e os pré-conceitos. Por que uma pessoa tem que caber em alguma classificação?
Claro que compartimentar os assuntos nos ajuda a lidar com eles, mas ninguém se restringe a poucas características. Assim, quando rotulamos alguém, estamos fazendo uma simplificação que, em geral, ignora a maior parte da essência desse alguém.
Dizer que uma pessoa é negra nos traz quais informações sobre a mesma? Esse rótulo nos remete a uma imensidão de conceitos pejorativos, criados com o objetivo de justificar atrocidades cometidas no passado (no passado?) contra toda uma parcela da população. É uma maneira de ignorar a pessoa que habita o invólucro, comprar pela embalagem. Fui gorda toda a minha vida, e é como se minha vida se resumisse à gordura. E agora que emagreci? Virei outra pessoa? Isso me fez melhor? Quanta tolice...
Quando penso em meu filho, sinto uma imensa onda de ternura. É uma pessoa iluminada, um ser humano especial, doce, prestativo, inteligente, curioso, determinado, forte e frágil ao mesmo tempo. Entretanto, ele está passando por uma série de experiências, muitas das quais negativas, por ser gay.
Pensemos: no que a sexualidade dele deveria afetar o seu dia-a-dia?
Entendo que afeta o tipo de pessoa que ele busca para se relacionar. Assim como todas as pessoas, ele tem seus critérios na procura de companheiros. De resto, por que acontece de alguns amigos terem se afastado? Por que ele não pode expressar manifestações de afeto em público? Por que ele deveria falar sobre suas preferências em qualquer tipo de reunião ou entrevista, sendo que esse é um assunto muito íntimo das pessoas?
Não amo meu filho por ser gay. Nem por ser branco, nem alto. Nem por ser destro. Amo meu filho pela pessoa maravilhosa que ele é, e queria que as pessoas em torno conseguissem enxergá-lo de forma completa. Acho ridículo ter que pedir tolerância, como se dependesse da boa vontade dos outros conduzir sua própria vida como lhe apraz. Vamos gastar mais tempo realizando, e menos julgando? Acho uma boa resolução para 2012...