sábado, 5 de novembro de 2011

Aos alunos, com carinho

Sempre quis ser professora. Quando era criança, lembro que alfabetizei todas as empregadas da minha mãe. Espontaneamente, pelo prazer de vê-las podendo ler, e para evitar a dor de imaginar que alguém não o pode.
Fui alfabetizada numa escola construtivista, e até hoje me lembro da sensação de passar o dedo sobre uma letra de lixa para aprender seu formato. Ler (e escrever) me trouxeram mais prazer que qualquer outro aprendizado que tive.
Quando decidi que seria professora, ainda não sabia de qual matéria. Naturalmente pensei em português, que me atraia profundamente.
Então comecei a ter aulas de matemática com o professor Oscar... Foi uma paixão arrebatadora, como só uma menina de 15 anos consegue ter. Era a pessoa mais inteligente que eu conhecia, e foi assim que escolhi a carreira a seguir. Um critério tão bom quanto o da maioria dos adolescentes, não é?
Como professora, nunca ganhei uma maçã, mas uma vez recebi um cartão que dizia: “Você trouxe sol, flores, encantos e sorrisos para minha vida”. Não dá para abandonar uma carreira que proporciona esse tipo de retorno.
Dei aulas de várias matérias, em colégios e particulares, e sempre amei a profissão, mas a desvalorização pessoal e financeira dos professores me incomodava profundamente.
Foi quando comecei a trabalhar com computação. E um novo horizonte se descortinou.
Havia uma matéria que eu podia lecionar sem me violentar!!
É uma sensação deliciosa, ganhar dinheiro com algo que se gosta. Claro que consultoria rende mais, e também é algo que adoro fazer. Mas quando começo a dar aulas para uma pessoa com pouquíssimo conhecimento de informática e logo a vejo se comunicando pelo Skype, respondendo emails e formatando textos, percebo que estou no caminho certo. É o que me faz estudar e aprender mais, para poder continuar ensinando.
Obrigada, meus alunos, pelo prazer que vocês me proporcionam. Valeu!

Um comentário:

  1. Você devia ter posta aquela foto que a gente tem de você dando aula!!

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