Dou aula de matemática para filha de amigos. Ela está no nono ano (último do ginásio, para os leigos...).
Na última aula, estudando senos e cossenos, ela me perguntou para quê usaria isso na vida. Enquanto eu pensava em uma boa resposta, ela me perguntou para quê EU usava isso. Essa é fácil, uso para dar aulas para ela...
Então ela comentou que achava que na escola devia ser ensinado a se comportar em grupo, como se faz a declaração de imposto de renda e o que faz e como se escolhe um bom governador.
Fazia tempo que eu não ouvia um comentário tão inteligente e tão pertinente, e isso me fez pensar sobre a escola e a educação. Ainda se ensinam as mesmas coisas que eram ensinadas quando eu estudei, apesar do mundo ter sofrido mudanças radicais nesse período. A informática é usada de forma precária, os conteúdos não acompanharam a evolução das pessoas e as técnicas de ensino e de avaliação são ultrapassadas.
A escola não acompanhou as mudanças na estrutura familiar e nem a velocidade e a acessibilidade da informação.
As crianças continuam não gostando do local no qual passam metade de seu dia, e têm que chegar em casa e fazer tarefas que não lhes trazem prazer, e nas quais nunca mais pensarão na vida adulta. Deve haver alguma coisa muito errada...
E pensei também que é verdade que quem dá aulas sempre aprende enquanto ensina.
Minha aluna, que já me encantava pela enorme doçura, pela educação esmerada, pela delicadeza e pela perspicácia, me mostrou seu bom-senso e praticidade, com a inteligência e a originalidade da ideia.
Valeu, Lulu, mandou bem!
Muito bom! Adorei o texto!
ResponderExcluirBeijos!
Carol
Cynthia, adorei o texto! Muito obrigada voce que e tudo isso em dobro, obrigada por tudo!
ResponderExcluirLulu
Que fantástica e obvia a observação de sua aluna. Por que será que os responsáveis pela elaboração dos currículos escolares não param para pensar nisso.
ResponderExcluirVilma